Coopercitrus se destaca por boas práticas de ESG

Com a profissionalização de sua gestão e implementação da estrutura de Governança Corporativa, além dos investimentos na área social e ambiental, a Coopercitrus vem se destacando por suas boas práticas de ESG. A sigla, do inglês Environmental, Social and Governance, ou meio ambiente, social e governança, (ASG, em português), tem ganhado evidência no mundo corporativo e desponta como uma das principais tendências do mercado para 2021. A Coopercitrus tem em seu DNA a atuação social e ambiental, inerentes ao sistema cooperativo e à atuação junto a produtores rurais. Segundo o vice-presidente do Conselho Administrativo, Matheus Kfouri Marino, nos últimos anos, a cooperativa vem adotando medidas para otimizar sua gestão com foco na Governança. O intuito é promover a sustentabilidade de seus negócios e manter um relacionamento cada vez mais transparente com seus cooperados, colaboradores e parceiros. Paralelamente, com a criação da Fundação Coopercitrus Credicitrus, ampliou seus investimentos em projetos voltados para a educação, pesquisa e meio ambiente. “Investir em uma Governança Corporativa sólida proporciona a evolução contínua na estrutura de controle, mitiga os riscos e garante longevidade aos negócios. O objetivo é oferecer segurança aos cooperados, aumentar a transparência e a confiança”, ressalta Marino. Para o gerente de Governança da Coopercitrus, Nicolas Merchiori, a Governança Corporativa, bastante comum em empresas de capital aberto, é visto como uma ferramenta de garantia de confiabilidade da gestão de uma cooperativa. “A Coopercitrus busca estar na vanguarda, atendendo sempre às expectativas do seu cooperado. Esse processo de implementação da Governança começou há alguns anos, com a cisão entre o conselho de administração e a gestão executiva e vem ganhado corpo, agora com um departamento focado na implementação e monitoramento das políticas de governança”, explica Merchiori. Hoje, o Departamento de Governança Corporativa conta com 16 profissionais que acompanham e integram as áreas de auditoria interna, controles internos, gestão de ativos, sustentabilidade e gestão de riscos e compliance. A cooperativa está preparando um relatório de sustentabilidade referente ao resultado alcançado em 2020, pautado nas normas GRI (Global Reporting Institute), com previsão de lançamento em março de 2021. A estrutura de gestão da cooperativa é composta pelo Conselho Administrativo, Diretoria Executiva e Comitês. O Conselho Administrativo é composto por 12 produtores rurais cooperados de diversos segmentos, entre pecuaristas, produtores de hortifrúti, grãos, cana-de-açúcar e citros, com atuação de destaque em suas atividades. A Diretoria Executiva é composta por profissionais com vasta experiência em diferentes segmentos do agronegócio e mercado financeiro. Responsabilidade ambiental e desenvolvimento socioeconômico A Fundação Coopercitrus Credicitrus, criada em 2019, é a materialização das iniciativas ambientais e sociais da cooperativa. Localizada em Bebedouro, SP; a entidade sem fins lucrativos visa o desenvolvimento dos seus cooperados e da comunidade no entorno, contando com parceiras para viabilizar grandes projetos. A educação é um dos pilares da atuação da Fundação Coopercitrus Credicitrus, como forma de fortalecer o desenvolvimento social sustentável da comunidade. Por meio da parceria com o Centro Paula Souza, a Fundação viabilizou a implantação do curso Técnico em Agronegócio pela Etec, iniciado em 2020, e o curso Superior em Big Data pela Fatec, previsto para o segundo semestre de 2021. Na visão de Matheus Kfouri Marino, a educação é uma das estratégias para promover a transformação social, formando capital humano capacitado e especializado para o setor agropecuária. Tal propósito foi abraçado por renomados parceiros da cooperativa, que investiram mais de R$5 milhões na construção do prédio educacional, localizado na Fundação, que abrigará as aulas, cursos e capacitações aos profissionais do agro. “Os investimentos na profissionalização e na capacitação de pessoas para atuarem no agronegócio são ações que retornarão na forma de desenvolvimento para o agro, na inovação para nossos cooperados e na geração de empregos, com impactos positivos na sociedade. Os resultados virão em um longo prazo, mas serão perenes”, analisa Marino. No aspecto ambiental, a Fundação Coopercitrus Credicitrus realiza projetos de recuperação de florestas e restauração de minas degradadas. Para apoiar o produtor rural no reflorestamento de áreas de preservação permanente, mantém um viveiro com mais de 169 mil mudas de 83 espécies florestais, que são direcionadas para projetos de reflorestamento, para recomposição de áreas ou para o plantio de florestas comerciais. Estas mudas abastecem o Projeto Cooper Semear e o Projeto Mata Viva, que atuam no apoio técnico para reflorestamento de áreas de reserva legal e APP (Área de Preservação Permanente) das propriedades rurais dos cooperados. O Projeto Olho D’Água, realizado em parceria com a empresa Nortox, tem como foco a preservação e recuperação de minas e nascentes dentro das propriedades rurais, contribuindo com o aumento da disponibilidade de água e da biodiversidade. Desde o início do projeto, em 2019, até janeiro de 2020, 63 nascentes foram recuperadas em propriedades no interior do estado de São Paulo, o que contribuiu para o aumento da capacidade hídrica para cerca de 1,6 milhão de litros de água por dia e gerou um aumento de quase mil vezes na disponibilidade de água às propriedades rurais e comunidades do entorno. Ainda na área ambiental, a Coopercitrus é referência nacional na logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas, por meio do Sistema Campo Limpo, iniciativa do InpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias. Em todas as suas unidades, a cooperativa possui pontos de coleta de embalagens vazias, cinco postos em Limeira, Mogi Mirim, Jales, Pirassununga e Barretos, SP; e mantém duas centrais de recolhimento, em Bebedouro e em Catanduva, SP; onde recebem as embalagens, separa os materiais por tipo de plástico, faz a limpeza, a prensagem e o envio à empresa de reciclagem. Em 2020 foram recolhidas mais de 600 toneladas de embalagens plásticas pela Coopercitrus. Sobre a Coopercitrus Fundada em 1976 em Bebedouro, SP, a Coopercitrus – Cooperativa de Produtores Rurais, com mais de 37 mil cooperados e mais de 60 unidades de negócios em municípios de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. É hoje a maior cooperativa paulista e uma das maiores do Brasil no fornecimento de insumos, fertilizantes, sementes, ração animal, produtos veterinários, máquinas, implementos, tratores, irrigação e demais itens indispensáveis para a produção agropecuária, além de suporte técnico, serviços de tecnologia agrícola e soluções de agricultura de precisão. Conta com concessionárias de máquinas agrícolas, silos de armazenamento de grãos e café, fábrica de ração animal, shoppings rurais, postos de combustível e lojas de conveniência. Tem como propósito oferecer ao produtor rural não só produtos e serviços agrícolas, mas também levar ao campo conhecimento para uma gestão cada vez mais sustentável.

Soja: Safra 2020/21 em MT deve registrar alta de 1%

Sob muita chuva, destaca o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Por um lado, as áreas precoces ficaram, em parte, com potencial produtivo comprometido. Por outro lado, as chuvas e a luminosidade desde dezembro permitiram às áreas mais tardias chegarem ao final do ciclo com bom ou ótimo potencial produtivo. Com isso, e considerando que mais da metade das áreas do estado já foram colhidas até a última sexta-feira (26), a estimativa do Imea para a produtividade média da soja foi acrescida em 0,40 sacas por hectare, passando a ser agora de 57,81 sc/ha. Em relação à área, o instituto manteve 10,30 milhões de hectares previstos até o momento. Já em relação à produção, a modificação na produtividade elevou em 0,70% a expectativa para o estado. Assim, a produção passa a ser esperada em 35,74 milhões de toneladas, quase 1% superior à temporada 2019/20, que havia sido o recorde até então. Fonte: Datagro

Para USDA, exportação brasileira de carne de frango pode crescer mais de 45% nesta década

As projeções mais recentes do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre as tendências de exportação de carne de frango entre os principais países exportadores sugerem que na presente década o volume negociado internacionalmente por eles pode aumentar cerca de 30%. Mas entre os 12 países ou blocos de países listados pelo USDA, cinco deles tendem a expandir suas exportações acima dessa média. Para o Brasil, por exemplo, é previsto incremento de, praticamente, 46,5% em uma década. Esse índice corresponde a uma expansão média próxima de 4% ao ano, mas o aumento será mais moderado nestes primeiros cinco anos da década, ampliando-se na segunda metade do período. Pelos volumes previstos para 2030, a participação do Brasil, próxima de 30% no ano passado, deve chegar a 33,7%, resultado que corresponde a um incremento de, quase, 13%. Além do Brasil, tendem a aumentar suas exportações acima da média total prevista a Tailândia (+46,97%), a Rússia (+34,26%), a Ucrânia (+32,62%) e, com o maior índice de expansão (+54%), o bloco de países sul-americanos excluídos Brasil e Argentina (países que o USDA não especifica, mas têm na liderança o Chile). Na relação divulgada, apenas um país – o Canadá – tende a encerrar a década exportando volume menor que o de 2020. E como podem registrar evolução inferior à média total, perdem participação no mercado exportador EUA, União Europeia, Turquia, China, Argentina, ex-integrantes da URSS (excetuadas Rússia e Ucrânia), além do Canadá. Fonte: AviSite

Para USDA, exportação brasileira de carne de frango pode crescer mais de 45% nesta década

As projeções mais recentes do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre as tendências de exportação de carne de frango entre os principais países exportadores sugerem que na presente década o volume negociado internacionalmente por eles pode aumentar cerca de 30%. Mas entre os 12 países ou blocos de países listados pelo USDA, cinco deles tendem a expandir suas exportações acima dessa média. Para o Brasil, por exemplo, é previsto incremento de, praticamente, 46,5% em uma década.

Esse índice corresponde a uma expansão média próxima de 4% ao ano, mas o aumento será mais moderado nestes primeiros cinco anos da década, ampliando-se na segunda metade do período. Pelos volumes previstos para 2030, a participação do Brasil, próxima de 30% no ano passado, deve chegar a 33,7%, resultado que corresponde a um incremento de, quase, 13%.

Além do Brasil, tendem a aumentar suas exportações acima da média total prevista a Tailândia (+46,97%), a Rússia (+34,26%), a Ucrânia (+32,62%) e, com o maior índice de expansão (+54%), o bloco de países sul-americanos excluídos Brasil e Argentina (países que o USDA não especifica, mas têm na liderança o Chile).

Na relação divulgada, apenas um país – o Canadá – tende a encerrar a década exportando volume menor que o de 2020. E como podem registrar evolução inferior à média total, perdem participação no mercado exportador EUA, União Europeia, Turquia, China, Argentina, ex-integrantes da URSS (excetuadas Rússia e Ucrânia), além do Canadá.

Fonte: AviSite

Mercado mobiliza por marco legal para biocombustíveis avançados

O tema entrou de vez na agenda do setor esta semana com a definição do grupo de trabalho liderado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e que será responsável pela proposta de inserção do diesel verde no mercado. O tema dividiu produtores, Petrobras e as áreas técnicas do governo federal — e agora deverá ser definido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Paralelamente, associações, empresários e acadêmicos ligados ao setor de biocombustíveis tentam “sensibilizar” parlamentares para a importância do tema, em uma ação conjunta que pode resultar em novas propostas legislativas. Se prosperar, uma mudança no marco legal do setor no Congresso Nacional retira do governo a liberdade para definir toda a regulação dos novos biocombustíveis, como o HVO e o bioQAV. Bioquerosene de olho em 2027 Na quarta (25), representantes da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) e da Rede Brasileira de Bioquerosene (RBQAV) foram recebidos pelo vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB/PB) e pelo deputado Enrico Misasi (PV/SP), que também é coordenador da Frente Parlamentar do Biodiesel. O diretor do Departamento de Biocombustíveis do MME, Pietro Mendes, e o coordenador-geral de Estratégias e Negócios do MCTI, Rafael Menezes, participaram do encontro. Os representantes do setor produtivo também foram recebidos pelo diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Rogério Benevides. O objetivo é chegar a um projeto de lei para definir a inserção do biocombustível no mercado, de olho nas determinações do Corsia, acordo internacional do qual o Brasil é signatário e prevê abatimento de emissões no setor de aviação. A principal medida é limitar as emissões, com uma regra de compra obrigatória de créditos de carbono, a partir de 2027. Isto é, os biocombustíveis serão um fator determinante de competitividade para o setor. O Corsia foi a solução para definir metas climáticas para a aviação comercial internacional, setor que não foi incluído no Acordo de Paris, onde os objetivos são determinados pelos governos nacionais. Em um evento virtual na segunda (22), o CEO do ECB Group, Erasmo Battistella, afirmou que 2021 será um ano crítico para os biocombustíveis avançados. Ele defende que se o caminho escolhido for um mandato para o bioQAV, a obrigação deve começar em 2%, pelos aeroportos com voos internacionais, a partir de 2027. E acredita que, com o marco adequado, o Brasil poderá ter sua primeira planta de bioquerosene de aviação para atender a esse mandato. “O governo precisa criar as regras para criar o mercado. É assim no segmento de energia no Brasil e no mundo. Quando nós olhamos o mundo, nós temos duas formas de fazer: ou colocar uma obrigatoriedade de mistura em percentual ou volume, ou um bônus para esse biocombustível, que é rateado entre os consumidores”, completou. Com investimentos em uma usina de HVO e bioQAV no Paraguai, o ECB fechou recentemente contratos de longo prazo com a BP e Shell para fornecimento de 4,5 bilhões de litros desses biocombustíveis. A fábrica do Paraguai será voltada à exportação para Europa, EUA e Canadá. Esta semana, a empresa assinou a compra antecipada de 300 mil toneladas anuais de óleo de reflorestamento proveniente de árvores de Pongâmia, da empresa holandesa e paraguaia, Investancia. “O negócio é válido até 2055 e representa um significativo avanço na transição global para o transporte verde”, disse a empresa. Petrobras no biorrefino O GT dá a largada para a definição de como o diesel verde e o diesel renovável (“diesel RX” ou HBIO) produzido pela Petrobras vão compor a mistura com o biodiesel no combustível fóssil. O setor de biodiesel tem se movimentado para garantir que o diesel verde não entre no mandato da mistura obrigatória — hoje, a legislação brasileira garante um percentual mínimo do diesel seja substituído por biodiesel. Esse percentual passará a 13% em 1º de março, com previsão de alcançar 15% em 2023. Esse cronograma de aumento do percentual, por sua vez, é definido pelo CNPE e há uma discussão antiga para garantir, em lei, a extensão até 20% (B20). Na semana passada, um grupo de 23 pesquisadores ligados ao mercado enviou uma carta aos ministros das pastas que compõem o grupo de trabalho, defendendo a diferenciação entre biodiesel, diesel verde e diesel coprocessado da Petrobras na definição da política para os novos biocombustíveis. “Em relação ao diesel coprocessado, segundo nossa visão, este não cumpre os requisitos mínimos para enquadramento como biocombustível, visto que, trata-se de um produto de base majoritariamente fóssil”, diz a carta. A Petrobras e o IBP, associação que representa petroleiras e grandes distribuidoras, vê na posição uma tentativa de reservar o mercado, privando o consumidor de uma alternativa de suprimento. O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou esta semana a portaria que define a composição do GT. Será coordenado pelo diretor do Departamento de Biocombustíveis do MME, Pietro Mendes, e composto por representantes da Casa Civil, oito ministérios — Casa Civil; Economia; Meio Ambiente; Infraestrutura; Agricultura; Relações Exteriores; Ciência, Tecnologia e Inovações; e Desenvolvimento Regional. Além da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e do Fórum Nacional de Secretários de Estado de Minas e Energia. Consulta da ANP antecipou debate Em setembro do ano passado, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou uma audiência pública para especificação do diesel verde que dividiu o mercado — e até mesmo o governo — entre os que consideram que o diesel verde pode ser classificado como biodiesel e os que defendem que são produtos diferentes. A consulta, que a princípio deveria tratar da especificação técnica dos combustíveis, acabou antecipando o debate sobre a inserção dos combustíveis e serviu para dar transparência para as diferentes visões dentro do governo. Ministérios da Agricultura e Economia, por exemplo, divergiram sobre a especificação do diesel verde. Após a audiência — uma das mais longas da história da agência, o MME decidiu levar a questão ao CNPE. “O CNPE, como órgão máximo de política pública energética do país e de assessoramento ao presidente da República, vai endereçar a política para todos esses biocombustíveis do ciclo diesel”, explicou o secretário de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, José Mauro, em evento transmitido pela epbr. De segunda a sexta, pela manhã, assinantes da newsletter Comece seu dia recebem por e-mail um briefing produzido pela agência epbr com os principais fatos políticos, notícias e análises sobre o setores de petróleo e energia. Fonte: Epbr

Exportação de café em fevereiro cresce 13,2% ante fevereiro de 2020

A exportação total café pelo Brasil (não torrado, torrado, extratos, essências e concentrados de café) no mês de fevereiro alcançou 198,9 mil toneladas, o que corresponde a um aumento de 13,2% em comparação com igual mês de 2020, quando foram embarcadas 175,7 mil toneladas. Em termos de receita cambial, houve crescimento de 7,7% entre os dois períodos, de US$ 421,335 milhões para US$ 453,725 milhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, e consideram 18 dias úteis. De café verde, foram exportados para o exterior 191,1 mil toneladas, 13,34% ante fevereiro de 2020. A receita com as exportações do produto foi de US$ 413,397 milhões, 8,6% maior ante igual mês do ano passado. O preço médio da tonelada do café verde embarcado caiu 4,14% em fevereiro deste ano ante fevereiro de 2020, de US$ 2.256 por tonelada para US$ 2.163 por tonelada. Considerando apenas o café processado, em fevereiro o País embarcou 7,842 mil toneladas representando aumento de 10,37% ante igual mês de 2020 (7,105 mil toneladas). O faturamento, no entanto, diminuiu 1,25%, passando de US$ 40,838 milhões para US$ 40,328 milhões. O preço médio da tonelada caiu 10,5%, de US$ 5.747 por tonelada para US$ 5.142 por tonelada. Fonte: Estadão

MT: produtividade da soja deve ser de 57,81 sc/ha

Com o avanço da colheita no Mato Grosso em 52% da área, a produtividade foi ajustada. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Aplicada (Imea) a temporada 20/21 começou com uma seca e está finalizando sob muita chuva, trazendo prejuízos.

Se por um lado, as áreas precoces ficaram, em parte, com potencial produtivo comprometido, por outro lado, as chuvas e a luminosidade desde dezembro permitiram às áreas mais tardias chegarem ao final do ciclo com bom ou ótimo potencial produtivo. Com isso a estimativa para a produtividade média da soja foi acrescida em 0,40 sc/ha, passando a ser agora de 57,81 sc/ha.

Em relação à área, ficam mantidos os 10,30 milhões de hectares estimados até o momento. Já em relação à produção, a modificação na produtividade elevou em 0,70% a expectativa para o estado. Assim, a produção passa a ser esperada em 35,74 milhões de toneladas, quase 1,00% superior à temporada 19/20, que havia sido o recorde até então.

O indicador Imea-MT acumulou alta de 2,31% na média semanal, cotado a R$ 152,46/SC. Os prêmios para a soja no porto de Santos-SP ficaram pressionados na última semana e registraram contração de 55,00%, cotado a US$ 0,12/bu na média.

Fonte: IMEA

Produtividade média da cana pode chegar a 79,50 t/ha

As projeções do Sistema TempoCampo da Esalq/USP são otimistas para a cana-de-açúcar. A produtividade média brasileira poderá variar entre 72,19 e 79,50 t/ha, considerando os cenários pessimista e otimista, respectivamente. Produtividades superiores a 85t/ha são esperadas, principalmente, no leste do Mato Grosso do Sul e em grande parte de São Paulo. Por outro lado, as regiões norte e sul de Minas Gerais, bem como o Sudeste do Paraná se destacam pela possibilidade de obter valores de produtividades abaixo de 60 t/ha. Em relação a produção, o sistema espera que poderá variar de 566,21 a 617,22 Mt. Este cenário indica que a safra deve se enquadrar nas variações de -6,6% até 1,8% em relação à produção reportada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As condições climáticas dos últimos 30 dias foi menos favorável para o desenvolvimento dos canaviais de São Paulo, Goiás e Minas Gerais, com baixos volumes de chuva e poucos dias chuvosos em relação à média. Entretanto, uma boa perspectiva de produção para os canaviais de meio e final de safra em relação à safra passada mantém o cenário parcialmente positivo em lavouras paulistas. Já nos Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, o clima favoreceu os canaviais, atendendo a demanda hídrica da cultura e mantendo a umidade do solo. O TempoCampo indica que o clima vai ser mais favorável apenas em regiões pontuais. Em São Paulo, na região de Presidente Prudente, que faz divisa com os Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, regiões de Campinas e Ribeirão Preto, bem como na região sudoeste do Mato Grosso do Sul, os ganhos poderão ser superiores a 8%. Para o restante dos Estados do Paraná e São Paulo, é esperado uma variação na produtividade pelo clima de -1% a 8%. Em Minas Gerais são esperadas perdas de no mínimo -4%, podendo chegar a até -7% na região do Triângulo Mineiro. O mesmo quadro desfavorável é esperado para as regiões produtoras dos Estados de Goiás, Mato Grosso e norte do Mato Grosso do Sul. Fonte: Esalq/USP

Biodiesel e etanol evitam centenas de mortes ao ano em SP por menos emissões, aponta estudo

No caso do biodiesel, com base em variações alternativas de dados captados em 2018 na região, o estudo divulgado nesta semana concluiu que a mistura de 12% de biodiesel no diesel B (B12) evita 277 mortes anualmente e faz com que a população deixe de perder dez dias de vida desde o nascimento, em comparação com o cenário em que não há qualquer mistura. A adição obrigatória de 12% é exatamente a adotada pelo Brasil no momento –a partir de março, porém, ela será elevada a 13%, e o cronograma estipulado pelo país indica aumento a 15% até 2023. A pesquisa também traçou panoramas para os impactos positivos gerados pelas misturas de 10% e 15%. Com a trajetória B10, que foi usada como cenário-base de São Paulo em 2018, são evitadas 244 mortes, com um aumento de nove dias na expectativa de vida. Já a eventual mistura de 15% acarretaria 348 mortes a menos por ano, e aumentaria a expectativa de vida em mais quatro dias ante à trajetória B10. “A adição de biodiesel ao diesel A também apresentou impacto significativo na saúde humana em termos de emissão de particulados”, afirmou a nota técnica da EPE. O estudo destacou que, em 2018, a mistura obrigatória de 10% evitou 6,8% das emissões provenientes do setor de transportes na região metropolitana de São Paulo. A pesquisa também indicou resultados favoráveis advindos do consumo de etanol por veículos flex: com as demandas de etanol e gasolina observadas em 2018 na região, o consumo do biocombustível causou a redução de 371 óbitos por ano e aumentou a expectativa de vida em 13 dias na comparação com um cenário em que não há qualquer demanda por etanol, apenas por gasolina. O panorama reflete a demanda por etanol hidratado e a mistura adotada de mais de um quarto de etanol anidro na gasolina comum. Caso houvesse um aumento de 10% no consumo de etanol hidratado em detrimento da gasolina, disse a pesquisa, mais 43 mortes seriam evitadas anualmente e a expectativa de vida avançaria em mais um dia. “Os resultados apontam que o uso do etanol tem elevado impacto positivo na saúde humana sob o prisma de emissão de particulados, contribuindo para uma redução de 7,2% de concentração de particulados associada ao setor de transportes”, afirmou o estudo publicado pela EPE. Por fim, a pesquisa também avaliou o valor implícito à melhoria da qualidade de vida decorrente do uso de biocombustíveis em substituição aos combustíveis fósseis, seguindo métricas da Organização Mundial da Saúde (OMS) com base na variação da expectativa de vida. Por esses critérios, a trajetória que considera a demanda atual por etanol e gasolina tem resultado positivo de 24,6 bilhões de reais ante o cenário em que há consumo apenas de gasolina. No diesel, a mistura-base de 10% resulta em impacto econômico de 17 bilhões de reais. A OMS estima que a poluição atmosférica nas cidades e áreas rurais cause anualmente 4,2 milhões de mortes prematuras em todo o mundo, principalmente pela exposição a materiais particulados, destacou a nota técnica da EPE. “A inserção de biocombustíveis na matriz de transportes, grande responsável pela demanda de combustíveis e importante emissor de GEE (gases de efeito estufa) da economia global, se torna cada dia mais relevante”, concluiu o estudo. Fonte: Reuters

Custos de produção do trigo tem alta de 21,77% para esta safra

A safra de trigo deste ano iniciará com alta de 21,77% nos custos de produção se comparado a 2020. É o que indica o primeiro levantamento dos custos de produção da cultura do trigo para 2021 realizado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS). Na avaliação da entidade, a relação de troca poderia ser melhor se os valores não aumentassem além da inflação. Segundo a FecoAgro/RS, para cobrir estes gastos, incluindo a aquisição de insumos, manutenção de máquinas e equipamentos, combustíveis, entre outros, serão necessários desembolsar para cada hectare produzido R$ 3.997,10 considerando uma produtividade média de 60 sacas por hectare, ou seja, o custo para a produção de uma saca é de R$ 66,62 a saca de 50 quilos e o produtor precisará colher 52,96 sacas para pagar todos os gastos da lavoura. Na safra anterior o custo era de R$ 3.282,38, representando um custo por saca de R$ 54,71. Conforme o economista da FecoAgro/RS, Tarcísio Minetto, entre os ítens que compõem os custos básicos e que compõem a lavoura, os insumos e as máquinas são os maiores, além dos aumentos nos combustíveis nas últimas semanas que também deverão impactar. “Apesar dos aumentos de custos a relação de troca melhorou com a elevação do preço dos grãos em geral. Esse cenário se mostra favorável, mas no caso do trigo poderia ser melhor pois os custos se elevaram significativamente sendo repassada também para estes custos a variação cambial”, observa. Para o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, o aumento dos custos preocupa, pois isso diminui o resultado do produtor. O dirigente salienta que, mesmo com o aumento de custos, a Rede Técnica Cooperativa projeta um aumento de 10% na área de trigo no Rio Grande do Sul. Isso faz com que este ano se plante 1,02 milhão de hectares. “Esperamos não ter problema de clima e que possamos ter uma safra recorde de trigo, o que é muito bom para o produtor e para a economia”, destaca. Nos próximos dias a FecoAgro/RS também deverá lançar os custos de produção para as culturas da soja e do milho. Fonte: FecoAgro/RS

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